Por Junior Campos
Nos dias 23 e 24 de junho, a cidade de Flores celebrou o feriado de São João com eventos tradicionais que atraíram um grande público e ressaltaram a cultura local. No domingo (23), ocorreu a tradicional distribuição de milho, onde moradores começaram a chegar na Praça Doutor Santana Filho ainda de madrugada para garantir o ingrediente essencial na preparação de pratos típicos nordestinos como milho, canjica e pamonha. Este ano, o evento registrou um público recorde. A distribuição foi acompanhada pelo prefeito municipal, Marconi Santana, que afirmou: “É uma alegria ver nossa Flores unida em uma tradição tão querida. Estamos felizes em proporcionar esse momento especial para todos.”
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Já nesta segunda (24), o município despertou com a tradicional caminhada do forró, ao som dos Bacamarteiros e da sanfona do trio Pé de Serra. Uma multidão percorreu as principais ruas da cidade, finalizando o trajeto na Praça Doutor Santana Filho, onde foi servido um café da manhã repleto de comidas típicas. O evento contou com a presença de residentes, filhos ausentes de Flores e turistas, todos celebrando juntos. A primeira-dama do município, Lucila Santana, destacou: “Este São João reforça nossos laços comunitários e celebra a riqueza da nossa cultura. É gratificante ver a alegria nos rostos das pessoas.” O prefeito Marconi Santana e a Secretária de Turismo e Eventos enalteceram a importância de tais eventos para a preservação da cultura e tradição popular, reunindo florenses e amigos.
A segunda-feira (24) encerrou com o festival de carros de boi, que bateu recorde de público, lotando o local preparado pela prefeitura para receber o público, convidados, vaqueiros e os carreiros. Este ano, a premiação do 1º lugar até o 10º lugar foi de R$ 18 mil reais em dinheiro, além de R$ 200 reais pela participação. Quem levou o prêmio foi o agricultor Edielson Reis com o tema “Cultura Nordestina”. O festival de carros de boi é um evento de grande valor cultural que destaca a valorização do homem do campo e a preservação deste veículo secular, ainda usado no sertão nas atividades diárias. Em Flores, essa tradição é especialmente valorizada, e o evento movimenta a cidade, atraindo visitantes e fortalecendo a economia local.


As celebrações confirmam Flores como a cidade com o melhor e maior São João da região do Pajeú, reforçando o caráter tradicional e autêntico do evento. “Nosso São João é um patrimônio cultural que precisamos preservar e celebrar com orgulho. Fizemos um festival com público de mais de 15 mil pessoas. Obrigado a todos, e que Deus continue guiando os nossos passos”, concluiu.















































Elisângela Mendes, diretora de Cultura, esteve presente acompanhando tudo e entregou ao representante do bairro o troféu do projeto. Esse troféu simboliza e recorda o entusiasmo e dedicação dos participantes na segunda edição do São João nos Bairros.



























O emplacamento da cerâmica não poderia ter sido mais apropriado: ela se encontra no local da antiga Estação Ferroviária, um marco construído na década de 1950. A estação foi cuidadosamente restaurada, preservando sua arquitetura histórica e servindo como um testemunho tangível do patrimônio da cidade.
Confeccionada com azulejos ao estilo português e submetida a um processo de queima a 900 graus, a cerâmica é um tributo à perenidade da história de Carnaíba. Ela simboliza a jornada contínua do povo sertanejo, que, guiado pelos trilhos do progresso, avança resolutamente em direção ao futuro, mantendo, contudo, um profundo respeito e honra às suas raízes históricas.
“A ideia da formação é levar a oficina para dentro do Borges nessa perspectiva de semear nos residentes do bairro esse desejo de atuar na cultura”, explica Lucio Vinicius, proponente do projeto, que tem incentivo do FUNCULTURA, FUNDARPE e Governo de Pernambuco. Xerém Produções em parceria da Sagaz Produções assinam a produção.

“Não tenho a preocupação de me sentir na obrigação de sustentar uma tradição, pois sei que ela tem que seguir em frente”, crava Carlos, sobre as discussões em torno da perpetuação do forró e das transformações incorporadas ao longo das décadas. Para ele, é também o fruto de uma jornada para “fazer as pazes” com as próprias origens, com a música ouvida desde a infância, mas da qual fugiu por um bom tempo, até atingir uma relação livre de romantização ou idealização.
