Governo de Carnaíba Decreta cancelamento de ponto facultativo no carnaval

O Governo Municipal de Carnaíba (PE) emitiu, nesta sexta-feira (18) o Decreto 010/2022 determinando que não haverá ponto facultativo nas repartições públicas municipais, nos dias 28/02, 01/03 e 02/03, período do carnaval.

A medida segue orientação do Governo Estadual que cancelou as festividades do período carnavalesco em todo o Estado.

O Governo Municipal entende que a adoção dos pontos facultativos correspondentes aos dias de carnaval e da quarta-feira de cinzas teria o potencial de incentivar a aglomeração de pessoas em espaços públicos e privados, no sentido inverso do preconizado pelas orientações e protocolos sanitários recomendados pelas autoridades de saúde.

Triunfo comemora os 100 anos do Theatro Guarany

Uma live em comemoração aos 100 anos do Theatro Cinema Guarany foi realizada nesta quinta-feira (17), às 19h, em Triunfo, no Sertão de Pernambuco.

A live foi transmitida no canal da prefeitura no YouTube.

O Theatro Cinema Guarany é referência no audiovisual e nas artes cênicas no interior do estado, além de ser uma das principais atrações turísticas de Pernambuco.

Paulinha Abelha, da Calcinha Preta, tem piora no quadro clínico e está em coma

A cantora Paulinha Abelha, 43 anos, teve uma piora clínica nas últimas 12 horas e está em coma. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira (17) pela assessoria da cantora no perfil dela em uma rede social.

Integrante da banda de forró Calcinha Preta, ela foi internada na semana passada e diagnosticada com problemas renais.

De acordo com o último boletim médico divulgado às 13h desta quinta, está programada a transferência de unidade hospitalar, mas por conta da instabilidade neurológica, a paciente não reúne condições clinicas seguras para que o procedimento seja feito no momento.

Entenda o caso

Paulinha Abelha foi hospitalizada em 11 de fevereiro em Aracaju depois de chegar de uma turnê com a banda Calcinha Preta em São Paulo. A internação foi para tratar de problemas renais, mas a causa não foi divulgada.

No dia 14, o quadro da cantora se agravou e ela foi transferida para a UTI, além de passar a fazer diálise.

Na quinta (17), novo boletim médico foi divulgado, informando que a cantora está em coma. Ainda segundo o boletim, estava programada a transferência da cantora para outro hospital, mas o quadro clínico dela não era estável o suficiente para que o procedimento fosse feito.

Apoio dos colegas

O cantor Daniel Diau, que divide o palco com Paulinha Abelha na Calcinha Preta, postou uma foto da colega, chamando-a de “irmã”: “Vamos todos dar as mãos e clamar ao nosso Deus que na hora certa ele agirá”.

Marlus Viana, ex-Calcinha Preta e ex-marido da cantora, compartilhou um vídeo com ela cantando e disse acreditar em sua recuperação. “Já deu tudo certo”.

Ana Gouveia, que fez parte da banda em uma das saídas de Abelha, postou uma foto de ambas e também pediu orações pelo marido da artista, o modelo Clevinho Santos.

Cantora Walkyria Santos sobre Paulinha Abelha, internada em tratamento contra doença renal — Foto: Arquivo pessoal

Cantora Walkyria Santos sobre Paulinha Abelha, internada em tratamento contra doença renal — Foto: Arquivo pessoal

Arnaldo Jabor morre aos 81 anos em São Paulo

O cineasta, cronista e jornalista Arnaldo Jabor, de 81 anos, morreu na madrugada desta terça (15) em São Paulo. Ele estava internado desde dezembro do ano passado no Hospital Sírio-Libanês, na região central da cidade.

O velório será realizado uma cerimônia fechada para familiares e amigos próximos em São Paulo na tarde desta terça-feira (15). À noite, o corpo de Jabor será levado para o Rio de Janeiro, onde será realizada uma nova cerimônia, aberta ao público, no Museu de Arte Moderna (MAM).

O corpo será cremado na capital fluminense.

Jabor havia sido hospitalizado após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Segundo a família, ele faleceu por volta da meia-noite, em decorrência de complicações do AVC.

Jabor dirigiu “Eu sei que vou te amar” (1986), indicado à Palma de Ouro de melhor filme do Festival de Cannes. Era colunista de telejornais da TV Globo desde 1991 e deixou pronto um filme inédito, ‘Meu último desejo’, longa-metragem baseado em conto de Rubem Fonseca

Jabor publicou 8 livros de crônica e se considerava melhor escritor do que cineasta
Jabor publicou 8 livros de crônica e se considerava melhor escritor do que cineasta

Trajetória

Arnaldo Jabor teve extensa carreira dedicada ao cinema, à literatura e ao jornalismo. No cinema, dirigiu sete longas, dois curtas e dois documentários. Também era cronista e jornalista.

Formado no ambiente do Cinema Novo, Jabor participou da segunda fase do movimento, um dos maiores do país, conhecido por retratar questões políticas e sociais do Brasil inspirado no neorrealismo italiano e na nouvelle vague francesa.

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Mesmo antes de se tornar um premiado diretor e roteirista, já mostrava paixão pela sétima arte. Foi também técnico sonoro, assistente de direção e crítico de cinema. Ele se formou pelo curso de cinema do Itamaraty-Unesco em 1964.

Arnaldo Jabor durante entrevista para falar do lançamento de seu livro "Porno Política" em em São Paulo, em agosto de 2006 — Foto: Valéria Gonçalvez/Estadão Conteúdo/Arquivo

Arnaldo Jabor durante entrevista para falar do lançamento de seu livro “Porno Política” em em São Paulo, em agosto de 2006 — Foto: Valéria Gonçalvez/Estadão Conteúdo/Arquivo

Em 1967, produziu o documentário “Opinião Pública”, seu primeiro longa metragem e uma espécie de mosaico sobre como o brasileiro olha sua própria realidade.

O primeiro longa de ficção que Jabor produziu, roteirizou e dirigiu foi “Pindorama”, em 1970. Ele tinha um excesso de barroquismo e de radicalismo contra o cinema clássico. No ano seguinte, foi indicado à Palma de Ouro, o maior prêmio do festival de Cannes, na França.

Sucessos de bilheterias e obras premiadas marcaram a carreira do cineasta. Em 1973, fez um dos grandes sucessos de bilheteria do cinema brasileiro: “Toda Nudez Será Castigada”, uma adaptação da peça homônima de Nelson Rodrigues. Por ele, Jabor venceu o Urso de Prata no Festival de Berlim em 1973.

O filme tem críticas à hipocrisia da moral burguesa e de seus costumes. É a história do envolvimento da prostituta Geni, interpretada pela atriz Darlene Glória, com o viúvo Herculano, personagem de Paulo Porto. O papel deu a Darlene o prêmio Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado. O filme também ganhou um troféu no evento.

Arnaldo Jabor: veja trechos de filmes do cineasta

Nelson Rodrigues seguiu inspirando Jabor. O filme “O Casamento” (1975) foi adaptado de um romance do escritor e faz uma crítica comportamental da sociedade. Ele premiou a atriz Camila Amado com o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado.

Outro sucesso do roteirista e diretor foi “Tudo Bem” (1978), o início de sua “Trilogia do Apartamento”. O filme investiga, num tom de forte sátira e ironia, as contradições da sociedade brasileira que já vivia o fracasso do milagre econômico.

Os protagonistas são Fernanda Montenegro e Paulo Gracindo. Em atuações consideradas primorosas, eles gravaram em um apartamento de classe média da época. O filme tem um elenco coadjuvante estelar, com Zezé Mota, Stênio Garcia, Fernando Torres, José Dumont, Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães, entre outros.

Arnaldo Jabor posa para foto ao lado da filha Carolina no Conjunto Nacional, em São Paulo, em outubro de 2014 — Foto: Iara Morselli/Estadão Conteúdo

Arnaldo Jabor posa para foto ao lado da filha Carolina no Conjunto Nacional, em São Paulo, em outubro de 2014 — Foto: Iara Morselli/Estadão Conteúdo

“Tudo Bem” venceu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Brasília e deu a Paulo César Pereio o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante na competição. O longa também foi selecionado para ser exibido no Festival de Berlim e na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes.

Em 1981, Jabor escreveu e dirigiu o premiado “Eu te amo”, que consagrou Paulo César Pereio e Sônia Braga no cinema brasileiro. O Industrial falido pelo milagre dos anos 70 conhece uma mulher e a convida para sua casa, onde vivem um intenso romance em meio às crises existenciais. A produção era de Walter Clark e a fotografia, de Murilo Salles.

Cinco ano depois, voltou com outro sucesso de bilheteria e crítica. “Eu Sei que Vou Te Amar”, de 1986, conta a história de um casal em crise, interpretado pelos jovens Fernanda Torres e Thales Pan Chacon. Foi mais um sucesso do cineasta gravado entre quatro paredes em uma casa projetada por Oscar Niemeyer, e deu o prêmio de melhor atriz para Fernanda Torres no Festival de Cannes.

Jornais e livros

Nos anos 1990, Jabor se afastou do cinema por “força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional”, segundo seu site oficial.

A partir de 1991, ele passou a escrever crônicas para jornais e também a fazer comentários políticos em programas de TV da Globo — “Jornal Nacional”, “Bom Dia Brasil”, “Jornal Hoje”, “Fantástico” — e de rádio na CBN.

No “Jornal da Globo”, dividia os comentários com Paulo Francis e Joelmir Beting. A partir dos anos 2000, assumiu sozinho a coluna.

Nela, abordava temas como cinema, artes, sexualidade, política nacional e internacional, economia, amor, filosofia, preconceito.

O cineasta Arnaldo Jabor é visto acompanhado do ator Thales Pan Chacon, do diretor da Photo Lauro Escorel e da atriz Fernanda Torres para a apresentação de seu filme "Parle-Moi D'Amour", em maio de 1986 durante o Festival Internacional de Cinema de Cannes — Foto: AFP

O cineasta Arnaldo Jabor é visto acompanhado do ator Thales Pan Chacon, do diretor da Photo Lauro Escorel e da atriz Fernanda Torres para a apresentação de seu filme “Parle-Moi D’Amour”, em maio de 1986 durante o Festival Internacional de Cinema de Cannes — Foto: AFP

Nesse tempo, também se dedicou à literatura, com a publicação de oito livros de crônicas. O primeiro deles, “Os canibais estão na sala de jantar”, foi lançado em 1993. Já os dois últimos, “Amor é prosa”, de 2004, e “Pornopolítica” (2006), se tornaram best-sellers.

Em 2010, voltou a filmar depois de 24 anos afastado de uma de suas maiores paixões. Assinou roteiro e direção de “A Suprema Felicidade”, contando a história de Paulo (Jayme Matarazzo), um adolescente que precisa lidar com as frustrações do pai (Dan Stulbach) e se aproxima do avô (Marco Nanini).

Mais uma vez, o filme é indicado e leva categorias técnicas (direção de arte, figurino) em festivais brasileiros e internacionais.

Nem a pandemia parou Arnaldo Jabor – longe da redação, gravava as colunas em casa. Graças ao avanço da vacinação, conseguiu voltar pra redação da TV Globo, em São Paulo.

O último comentário foi no dia 18 de novembro, quando comentou sobre as suspeitas de interferência no Enem.

O cineasta, escritor, crítico e colunista Arnaldo Jabor posa para foto durante entrevista em São Paulo, em março de 1995   — Foto: Milton Michida/Estadão Conteúdo/Arquivo

O cineasta, escritor, crítico e colunista Arnaldo Jabor posa para foto durante entrevista em São Paulo, em março de 1995 — Foto: Milton Michida/Estadão Conteúdo/Arquivo

Mc Godê, de Afogados, volta as atividades com hit novo

O Mc Godê, da cidade de Afogados da Ingazeira, no interior de Pernambuco,  já começa o ano de 2022 em campanha para um novo trabalho artístico, o artista que também trabalha o projeto para um ensaio fotógrafo entre em um estúdio para lançar seu novo hit intitulado “Sequência de Rajada”, composição própria, que será lançada na internet no próximo dia 20 de fevereiro.

O cantor de 20 anos, contou que não é fácil fazer arte do gênero em sua cidade e no Vale do Pajeú, além do Mc Godê, Afogados da Ingazeira conta ainda com diversos jovens artistas do gênero funk, brega funk, funk pisieiro. Tem seus trabalhos pouco valorizado e quando se fala em apoio da gestão municipal, estes nunca tiveram espaços. Mesmo sem incentivo e sem apoio, Godê se esforça para promover suas atividades e show. Durante a pandemia  preferiu se isolar tomando cuidados redobrados, devido a pandemia do Covid19. Mas não parou de sonhar e preparar um novo repertório para este ano.

O cantor pernambucano, retoma os trabalhos com força total e abre sua agenda de 2022 em grande estilo no seu mais recente trabalho com parceria com o Mc Ruanzinho Original. Está em andamento um hit que promete mexer com o imaginário das pessoas.

Luto! Elza Soares morre aos 91 anos

Elza Soares morreu aos 91 anos nesta quinta-feira (20), no Rio de Janeiro. “É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais”, diz o comunicado enviado pela assessoria da cantora.

“Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação.”

“A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim.”O corpo da cantora será sepultado no Jardim da Saudade Sulacap, na tarde de sexta-feira (21), depois do velório no Theatro Municipal do Rio.

Pedro Loureiro, empresário de Elza, disse ao g1 que a cantora estava bem e tinha gravado um DVD dois dias antes. Ela acordou e fez fisioterapia. Estava com a respiração ofegante, mas garantiu a todos que estava bem. Mas foi ficando mais ofegante e disse aos familiares: “Eu acho que eu vou morrer”.

A declaração acendeu o alerta: os familiares foram checar sua pressão e oxigenação, e notaram uma pequena alteração. Pedro e os familiares chamaram o médico de Elza, que enviou uma ambulância para o local por precaução, mas 40 minutos depois, Elza foi mudando o semblante, até que apagou.

Foi uma morte tranquila, sem traumas, sem motivo. Morreu de causas naturais. Esse, aliás, era um grande medo dela: ter uma morte sofrida, por doença. Hoje, ela simplesmente desligou”, conta Pedro.

Elza Gomes da Conceição é considerada uma das maiores cantoras da música brasileira. Filha de uma lavadeira e de um operário, ela foi criada na favela de Água Santa, subúrbio de Engenho de Dentro. Elza cantava, desde criança, com a voz rouca e o ritmo sincopado dos sambistas de morro.

Casou-se obrigada aos 12 anos, virou mãe aos 13 e viúva aos 21. Foi lavadeira e operária numa fábrica de sabão. Por volta dos 20 anos fez seu primeiro teste como cantora, na academia do professor Joaquim Negli. Foi contratada para a Orquestra de Bailes Garan e seguiu no Teatro João Caetano.

Ela começou a se destacar na música como parte da cena do sambalanço com “Se Acaso Você Chegasse”, em 1959.

A expressão era uma alusão ao episódio em que foi constrangida por Ary Barroso no programa de calouros que participou nos anos 50. “De que planeta você vem, menina?”, ele disse. E ela respondeu: “Do mesmo planeta que você, seu Ary. Eu venho do Planeta Fome.”

Retrato de Elza Soares durante entrevista na capital paulista em março de 1986 — Foto: Nem de Tal/Estadão Conteúdo/Arquivo

Retrato de Elza Soares durante entrevista na capital paulista em março de 1986 — Foto: Nem de Tal/Estadão Conteúdo/Arquivo

“Eu sempre quis fazer coisa diferente, não suporto rótulo, não sou refrigerante”, comparava Elza. “Eu acompanho o tempo, eu não estou quadrada, não tem essa de ficar paradinha aqui não. O negócio é caminhar. Eu caminho sempre junto com o tempo.”

Desde que lançou o álbum “A mulher do fim do mundo”, em 2015, a cantora viveu mais uma fase de renascimento artístico. “Me deixem cantar até o fim”, pediu Elza em verso da música que batiza o álbum.

Elza Soares canta no palco do Fantástico

Mais voltada para o samba, a primeira fase da cantora tem discos gravados nos anos 60 com o cantor Miltinho (1928–2014) e o baterista Wilson das Neves (1936–2017).

Fazem parte desta era lançamentos como “O samba é Elza Soares” (1961), “Sambossa” (1963), “Na roda do samba” (1964) e “Um show de Elza” (1965).

Mané Garrincha e Elza Soares no aeroporto do Aeroporto do Galeão — Foto: ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

Mané Garrincha e Elza Soares no aeroporto do Aeroporto do Galeão — Foto: ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

Outras fases vieram. Nos anos 70, escolheu cantar o samba de ritmo mais tradicional. A fase rendeu sucessos como “Salve a Mocidade” (Luiz Reis, 1974), “Bom dia, Portela” (David Correa e Bebeto Di São João, 1974), “Pranto livre” (Dida e Everaldo da Viola, 1974) e “Malandro” (Jorge Aragão e Jotabê, 1976).

A cantora amargou período de ostracismo na década de 1980. Em 1983, sofreu com a morte do jogador Garrincha, com quem teve um relacionamento por 17 anos.

Eles começaram a se relacionar enquanto Garrincha era casado, o que rendeu uma forte crítica pela sociedade e pela imprensa da época. Anos depois, os dois se casaram e a relação foi conturbada, marcada por episódios de violência doméstica.

Empoderada, Elza se tornou uma das maiores referências no combate à violência contra mulher ao cantar “Maria da Vila Matilde”, no álbum “Mulher do Fim do Ano”, de 2015.

A vida não foi fácil com a cantora que carregava lata d’água na cabeça desde a infância. Ela perdeu quatro filhos: dois foram os primeiros filhos de Elza em gestações que aconteceram quando ainda era criança. Eles morreram recém-nascidos.

Garrinchinha, único filho que a cantora teve com o jogador, morreu aos 9 anos em um acidente de carro em 1986, e Gilson faleceu aos 59 anos, em 2015, por complicações de uma infecção urinária.

Batoré, humorista serra-talhadense, morre em SP

Ivanildo Gomes Nogueira, o Batoré, estava com câncer. Ele fez o papel do delegado Queiroz na novela ‘Velho Chico’, da Rede Globo.

O ator e humorista Ivanildo Gomes Nogueira, de 61 anos, conhecido como Batoré, morreu nesta segunda-feira (10), em São Paulo. Ele estava com câncer.

Batoré morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pirituba, Zona Norte da capital. “As informações médicas foram repassadas à família e a Secretaria Municipal de Saúde lamenta o ocorrido”, diz nota da Prefeitura.

Ivanildo nasceu em Serra Talhada, em Pernambuco, e se mudou para São Paulo ainda criança. Antes de se tornar ator, jogou futebol nas categorias de base em times paulistas.

Com seu principal personagem, Batoré, Ivanildo integrou o elenco do programa “A Praça é Nossa”, do SBT. Em 2016, foi contratado pela Rede Globo para a novela “Velho Chico” em que fez o papel do delegado Queiroz.

Batoré também foi vereador de Mauá, na Grande São Paulo, por dois mandatos pelo PP.

 

Forrozeiro serra-talhadense morre em São Paulo após mal súbito

Faleceu nessa terça-feira (4) em São Paulo o sanfoneiro e mestre do forro-pé-serra, João Magalhães, o popular ‘João dos 3 dos Beco’- trio de forró nascido e criado no distrito de Bernardo Vieira, zona rural de Serra Talhada. O sanfoneiro serra-talhadense foi passar as festas de fim de ano na companhia dos irmãos, quando teve um mal súbito, e veio a óbito. O sepultamento será no estado de São Paulo.

João Magalhães era um defensor apaixonado do forro-pé-de-serra, e muito requisitado nas festas e eventos da região. Mesmo com problemas de saúde, inclusive, respiratórios, o sanfoneiro nunca abandonou o seu principal instrumento de trabalho, a sanfona, a qual tinha uma espécie de devoção.

Os ‘3 dos Becos’ surgiu para Serra Talhada ainda nos anos 90, durante a gestão do ex-prefeito Augusto César, que através do programa ‘Mostra Cultural dos Distritos’ revelou o talento do trio, até então escondido em um beco do distrito de Bernardo Vieira. A partir daí, o trio fez várias apresentações nos festejos junino da sede e em eventos culturais.

A última apresentação de João Magalhães foi como convidado especial do programa Bodega do Somna TV Farol,onde cantou e trocou histórias com o jornalista Giovanni Filho. Ainda na noite dessa terça-feira (4), a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, emitiu nota de pesar e solidariedade a família.

Farol