Cinco anos após a tragédia da Vale que matou 272 pessoas em Brumadinho-MG, familiares e comunidades afetadas pelo rompimento da barragem da mineradora se reuniram na manhã desta quinta-feira (25) para uma missa em homenagem às vítimas.
A celebração, que aconteceu no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora do Rosário, em Brumadinho, foi marcada por cobranças por Justiça e revolta das famílias que perderam entes com o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, da Vale.

O carnaibano Jackson Aleixo, que mora em Brumadinho há cerca de 09 meses, participou do ato e fez o registro para o Blog do Cauê Rodrigues.
“Hoje é Feriado aqui em Brumadinho MG, justamente para honraria a todas às vítimas e Familiares”, disse Jackson que também concedeu entrevista a Tv Globo local onde falou da tristeza; – “Mesmo não sendo Brumadinenze, ainda estou estarrecido com a tragédia que poderia sim ter sido evitada. Laudo técnico falso que atestava e garantia segurança de todos que estava trabalhando na mina córrego do feijão chegou a essa lamentação”, disse.

Depois da cerimônia religiosa, presidida por Dom Francisco Cota e Dom Joel Maria dos Santos, foi seguida por uma passeata dos participantes até o letreiro da cidade – trajeto de cerca de um quilômetro.
“Há 30 anos eu cheguei em Brumadinho, vim para trabalhar na agricultura, plantamos horta, alguns irmãos ainda plantam. Meu irmão, que foi morto, não era funcionário da Vale, ele era agricultor. Desde o dia da tragédia começou nossa saga. A gente não tem sossego para nada, a gente não vive, não tem reparação, não tem água. A água está toda contaminada. Tejuco, Parque da Cachoeira, Monte Cristo, Córrego do Feijão … aqui não temos reparação, não temos Justiça, não temos nada. A agricultura em Brumadinho não existe mais. Não temos água”, conta Maria Aparecida que vivenciou a tragédia.


