Farol
O tom é de inconformismo no Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (SINTEST) após a nota divulgada pela Prefeitura de Serra Talhada, que no final de semana, comemorou a decisão da Justiça Federal liberando o pagamento de R$ 28 milhões referentes às diferenças do extinto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef).
O problema é que o governo Márcia anunciou que a Procuradoria do Município atuou junto aos tribunais superiores, solicitando celeridade e alinhamento processual. Após o trânsito em julgado, no final de 2024, teve início a etapa para garantir o depósito integral dos valores, que contou com apoio institucional, incluindo a atuação do deputado federal Fernando Monteiro, contribuindo para a liberação definitiva do crédito.
Em conversa com o Farol, a presidente do Sintest, Veraluza Nogueira, rebateu os argumentos do governo municipal.
“Ela [Márcia] repete que lutou com o deputado Fernando Monteiro e conseguiu o resultado na justiça. Isso não é verdade. Tudo isso é fruto da nossa luta. Depois que fizemos os movimentos, conquistamos. Agora vem o seu fulano, seu sicrano, ter as honras, não está certo. Foi a nossa luta. Quem é Fernando Monteiro? não conheço”, disse a sindicalista, acrescentando:
“Eu sabia que tinha sido depositado os R$ 28 milhões, agora a prefeita quer usar seu nome, como se fosse uma conquista dela. Foi o sindicato que fez um movimento pacífico e abriu um canal de diálogo com a Justiça Federal. O primeiro juiz nem recebia ela [Márcia Conrado] e nem o sindicato. Começou a andar porque provocamos o corregedor. Outra coisas, não vamos abrir mão dos 60% e dos juros”.
“Agora é ano político, se fossémos esperar por prefeita e outras coisas nunca iríamos reeber. Temos que buscar a conquista dos piso ds auxiliares de creche. Ainda tem esta luta que está apenas começando. Não existe conversa de 21 anos, foi luta diária nossa. Agora todo mundo quer sair bonitinho na fita”.

