Deputada Luciene Cavalcante repudia ação de Tiburtino
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (SINTEST) não recua na luta por direitos e cravou uma nova ofensiva em defesa da categoria. Nessa segunda-feira (20), um grupo de docentes foi até Caruaru, no Agreste, onde teve um encontro com a deputada Luciene Cavalcante, do Psol. Ela é autora da Lei nº 15.326, sancionada em 6 de janeiro pelo presidente Lula, que reconhece formalmente os professores da educação infantil como profissionais do magistério, garantindo-lhes direito ao piso salarial nacional, planos de carreira e valorização, independente da nomenclatura do cargo.
De acordo com a presidente do Sintest, Veraluza Nogueira, o procurador-Jurídico da Prefeitura de Serra Talhada, Cecílio Tiburtino, assumiu o comando das negociações com a categoria sobre o assunto, e vem colocando empecilhos. Em Caruaru, a deputada chamou a atenção da prefeita Márcia Conrado.
“Enquadra já Serra Talhada. Quem foi eleita para governar a cidade foi a prefeita, não é o procurador jurídico. Esse nunca entrou numa creche. Faço este apelo a prefeita”, diz um dos trechos do discurso da deputada Luciene Cavalcante (veja vídeo completo abaixo).
VERA REAGE
Nesta terça-feira (21), a sindicalista disse ao site Farol, que Cecílio Tiburtino tem má vontade com a categoria, e não respeita a classe.
“Ele disse que eu estava querendo usar de má fé sobre este assunto. Quero dizer que não faço isso. Fui a Caruaru, me encontrar com a deputada Luciene Cavalcante, que também é advogada, ela foi quem fez a lei e fui pedir esclarecimentos pelas declarações do procurador. Eu busco defender os trabalhadores e não uso de má fé, diferente dele (Cecílio) que defende o governo. O que nao pode é tirar direito das pessoas. Não fazemos isso”, disse Veraluza, reforçando:
“Na época do concurso não exigiam nada, o que estão exigindo agora é que tenha Magistério ou Pedagogia, então, falar que poderá restringir o servidor. Ele não faz a lei, quem faz são os deputados. Elas estão na sala de aula, são docentes. Ninguém concordou com a fala do procurador. Ele tá dizendo que está estudando a lei, isso não existe. O entendimento é para ser incluído. Queremos um diálogo com a prefeita Márcia”, dsse a sindicalista.

