Quatro policiais militares, sendo três soldados e um cabo, foram denunciados pelos crimes de prevaricação, fraude processual e omissão penalmente relevante, após a conclusão do inquérito sobre o caso do soldado da (PMPE) Guilherme Santana Ramos de Barros, de 27 anos, que em Dezembro de 2022 assassinou a esposa grávida, atirou em colegas e depois tirou a própria vida no 19º Batalhão da PM onde era lotado.
Os policiais foram denunciados, pois, de acordo com informações, os dois soldados que estavam de guarda no dia do crime, não impediram a entrada de Guilherme no batalhão e nem agiram após o início dos disparos; Já o Cabo e o outro Soldado seriam amigos do PM e teriam recebido mensagens dele falando sobre o crime e, não informaram ao superiores, e ainda apagaram o conteúdo do próprio telefone.
Depois do PM Guilherme Santana assassinar a esposa Claudia Gleice da Silva, de 33 anos, que estava grávida, no Cabo de Santo Agostinho, ele se dirigiu ao 19º Batalhão da PMPE, no bairro do Pina, na Zona Sul da capital, onde trabalhava e cometeu os crimes. Na ocasião, um policial morreu e três ficaram feridos.
Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco informa que todos os denunciados continuarão a exercer as suas funções enquanto os processos forem transitados e julgados.
Confira na íntegra:
A Polícia Militar informa que tomou conhecimento do resultado das investigações que resultaram no indiciamento de quatro policiais militares da Corporação. Dois deles por prevaricação, um deles por prevaricação e fraude processual e o quarto PM indiciado por prevaricação e omissão penalmente relevante. Os militares serão submetidos ao Conselho de Disciplina à luz do Direito Administrativo. À luz da Carta Federal de 88, eles têm o direito da ampla defesa e o contraditório e, enquanto não transitar em julgado os processos, tanto penal quanto administrativo, os policiais continuarão no exercício de suas atividades.
