Músico Carnaibano João Heudes relembra início da carreira e passagem pelo Rio de Janeiro antes da gravação do primeiro disco

Por Cauê Rodrigues

O cantor e músico carnaibano João Heudes voltou ao baú de suas memórias para relembrar uma das fases mais marcantes de sua trajetória musical: a chegada ao Rio de Janeiro, no início dos anos 1990, e os caminhos que o levaram à gravação do seu primeiro disco, “Mamulengo”.
Em uma publicação de “fundo do baú”, João contou que a história começou em 1992, quando deixou Recife para participar de um festival de música na cidade de Mirandópolis, em São Paulo. Após o evento, porém, surgiu um imprevisto: com pouco dinheiro, ele não conseguiu retornar imediatamente para Pernambuco.

Foi então que decidiu seguir para o Rio de Janeiro, onde acabou sendo recebido e acolhido pelo amigo e parceiro musical Luiz da Costa Pinto.

A estadia, que inicialmente poderia parecer apenas uma alternativa diante das dificuldades financeiras, acabou se transformando em um importante capítulo da carreira do artista. João Heudes permaneceu dois anos no Rio, cantando e tocando em grandes casas da cidade, entre elas Kaçuá, Santa Fé, na Praça XV, e La Cave de Paris, além de outros espaços.

Foi também durante esse período que o músico carnaibano deu um passo decisivo em sua trajetória: gravou seu primeiro CD, “Mamulengo”, marcando oficialmente uma nova fase de sua carreira.

Como eu caí de paraquedas no Rio de Janeiro!”, relembrou João Heudes ao contar a história.

A lembrança mostra como encontros, oportunidades e até mesmo situações inesperadas contribuíram para construir a trajetória de um artista que saiu do Sertão pernambucano para vivenciar experiências importantes em um dos grandes centros culturais do país.

Uma trajetória que continua

Mais de três décadas depois daquela aventura iniciada em 1992, João Heudes continua ativo na música, mantendo sua atuação entre importantes músicos da MPB e preservando uma trajetória marcada pela valorização da música brasileira.

Atualmente, o artista mantém sua ligação com Recife e Carnaíba, cidades que fazem parte de sua história e de sua identidade musical.

A recordação do primeiro disco e dos anos vividos no Rio de Janeiro representa não apenas uma viagem ao passado, mas também o registro de uma fase fundamental na construção da carreira de um dos maiores nomes da música carnaibana que segue mantendo viva sua arte.

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