O músico carnaibano Daniel Bueno guarda entre as histórias marcantes de sua trajetória um encontro especial com um dos maiores nomes da música brasileira: Roberto Carlos. O momento aconteceu em 1996, no Recife Palace Hotel, no Recife, e, segundo Daniel, foi completamente inesperado.
Na época, Daniel estava no Teatro do Parque acompanhando um show do cantor Guilherme Arantes, quando recebeu um convite inesperado de amigos que trabalhavam na TV Jornal/SBT. Eles estavam a caminho de uma entrevista com Roberto Carlos e precisavam passar pelo teatro antes de seguir para o hotel.
O convite foi feito e Daniel, claro, aceitou.
Mas havia um detalhe que poderia transformar aquele encontro em uma situação inusitada: a camisa marrom que Daniel estava usando.
Conhecido por suas superstições e por evitar a cor marrom, Roberto Carlos poderia, em tese, não receber bem a presença do músico. Daniel, porém, encarou a situação com bom humor.
“Eu falei: eu vou, quero ver se ele me bota pra fora do recinto!”
A expectativa, entretanto, não se confirmou. Ao chegar ao hotel, Daniel encontrou Roberto Carlos vestido de branco e azul e teve a oportunidade de conversar com o artista.
Segundo o músico carnaibano, a superstição não foi mencionada e o encontro transcorreu de maneira tranquila e descontraída.
“Tolice. Tem nada a ver. Só frescura, porque bati aquele papo com o Rei, e ele, de branco e azul, nem tocou no assunto.”
Das raízes de Carnaíba para um encontro com o Rei
A história ganha ainda mais significado por fazer parte da trajetória de um artista que carrega fortes raízes carnaibanas.
Daniel Bueno é filho de Antônio de Badu e neto do ex-prefeito de Carnaíba Badu Medeiros e de Dona Toinha, pertencendo a uma tradicional família do município.
Além da ligação com a música e com a história familiar de Carnaíba, Daniel também é proprietário da Fazenda Oitizeiro, localizada em Carnaíba, mantendo forte vínculo com suas origens e com a terra onde sua família construiu parte de sua história.
O encontro com Roberto Carlos, ocorrido há três décadas, permanece como uma lembrança singular na trajetória de Daniel Bueno: um daqueles momentos que surgem sem planejamento, mas acabam se transformando em histórias para a vida inteira.
E, no caso do carnaibano, a lembrança ainda carrega um detalhe curioso: uma camisa marrom, uma superstição famosa e um encontro com o Rei que terminou em um bom papo.

