O presidente Lula (PT) participou, nesta quinta-feira (18), da cerimônia de retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco.
Durante discurso, Lula criticou duramente a Lava Jato e disse que a operação foi orquestrada por “alguns juízes e procuradores desse país subordinados ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que não queriam e nunca aceitaram que o Brasil tivesse uma empresa como a Petrobras”.
“Quando eu deixei a Presidência eu tive as contas dos meus oito anos de governo aprovadas por unanimidade no Tribunal de Contas e no Congresso. Somente cinco anos depois começou o processo de denúncia contra a Petrobras. Não era contra a Petrobras, porque se você quisesse de fato apurar corrupção, você apurava. O que não pode punir é a soberania de um país como o Brasil, e da sua empresa mais importante”, declarou.
Lula falou ainda sobre sua prisão. “Eles me prenderam achando que ‘ele vai fazer que nem os outros, vai chorar na cadeia, vai pedir água, vai pedir para ir para casa, para ver a mulher e os filhos. Eles esqueceram que minha mulher morreu por causa deles. Chegaram com uma proposta de acordo e disseram ‘se você aceitar, a gente tira você daqui’. Eu falei ‘duas coisas vocês têm que aprender. Não troco minha dignidade pela minha liberdade. Eu não sou pombo-correio e minha canela não aceita tornozeleira. A terceira é que minha casa não é a prisão”, afirmou.
O presidente disse ainda querer que sejam chamados de volta todos os funcionários demitidos após a paralisação das obras da unidade, em 2015, a logo após o início das investigações da operação Lava Jato.
“Tem que descobrir cada funcionário que foi mandado embora daqui e traga ele de volta. Nosso lema é ninguém solta a mão de ninguém e ninguém deixa o companheiro para trás”, disse Lula, se dirigindo ao presidente da Petrobras, Jean Paul Prattes, presente ao evento.
