O Estádio Municipal Manoel Pereira Primo, conhecido como “O Canecão”, localizado no bairro da Cohab, em Tabira, voltou a chamar atenção não pelo futebol, mas pelo estado de abandono em que se encontra.
Construído durante a administração da então prefeita Nicinha Melo, o equipamento esportivo, que deveria representar um espaço de lazer e prática esportiva para a população, ainda não conseguiu cumprir plenamente essa finalidade para os desportistas tabirenses. A situação atual contrasta com a promessa de que o município teria um novo espaço destinado ao futebol e às atividades esportivas.

Imagens registradas no local pelo Blog do Cauê Rodrigues, mostram o avanço do mato em diferentes áreas do estádio. A vegetação já ocupa espaços próximos às estruturas e chega aos alambrados, enquanto sinais de deterioração também podem ser observados em portas e outros equipamentos.
O cenário chama ainda mais atenção por se tratar de uma estrutura relativamente recente e que deveria estar servindo à comunidade esportiva.
A situação ganha um elemento ainda mais simbólico: enquanto o estádio aparece tomado pelo mato e sem utilização regular pelos desportistas, uma grande placa instalada no local anuncia uma nova obra de modernização.
A placa informa a contratação de uma empresa especializada para a modernização do Campo de Futebol Manoel Pereira Primo, dentro de uma parceria que envolve recursos do Governo Federal, por meio do Novo PAC e do Ministério do Esporte, Caixa Econômica Federal e Prefeitura de Tabira.
De acordo com documentos oficiais, a empresa contratada é a LAC Construções e Empreendimentos Ltda., pelo valor de R$ 309.060,29. O contrato prevê um período de oito meses para a execução da modernização, mas se quer, o serviço foi iniciado.
A própria Prefeitura de Tabira anunciou a assinatura da Ordem de Serviço para a modernização do estádio, destacando que a intervenção contará com recursos próprios e emenda do Ministério do Esporte.
O contrato oficial estabelece vigência de 18 de março a 18 de novembro de 2026. A obra está vinculada à Proposta nº 021761/2021 do Ministério do Esporte.

A construção do Canecão foi anunciada como uma resposta a uma antiga reivindicação da comunidade esportiva de Tabira, especialmente depois da inutilização do antigo Cordeirão. Em dezembro de 2023, a então prefeita Nicinha Melo assinou a ordem de serviço para a construção do estádio, que recebeu o nome de Manoel Pereira Primo, conhecido como “Seu Caneca”.
Agora, pouco tempo depois de sua implantação, o equipamento chega a uma nova etapa: precisa ser modernizado antes mesmo de consolidar sua função como ponto de encontro do futebol tabirense.
O contraste é difícil de ignorar: de um lado, a placa anuncia investimento de mais de R$ 309 mil, prazo de oito meses, empresa responsável e uma série de parceiros institucionais; do outro, o que se vê no local é mato, alambrados tomados pela vegetação, portas enferrujadas e uma estrutura que ainda não se transformou no espaço esportivo esperado pela população.
Para os desportistas de Tabira, a expectativa agora é que a nova intervenção consiga finalmente transformar o Canecão em um equipamento efetivamente utilizado pela população.
A modernização prevista representa uma nova oportunidade para que o estádio deixe para trás o aspecto de abandono e passe a receber partidas, treinamentos e atividades esportivas.
Enquanto isso não acontece, a imagem registrada na Cohab produz uma pergunta inevitável: como um estádio criado para receber o futebol chegou a ser tomado pelo mato antes de conseguir cumprir plenamente sua missão?
A resposta deverá estar na execução da nova obra. O investimento está anunciado. A empresa está contratada. O prazo está definido. Agora, a população de Tabira espera que o estádio deixe de ser apenas uma placa prometendo futuro e finalmente se transforme em um espaço vivo para o esporte.





