Por Pedro Araújo| PENoticias
Recentemente Afogados da Ingazeira tem presenciado, através da imprensa, uma “briga interna” dentro da Frente Popular, que dar sustentação ao prefeito Alessandro Palmeira, que tem como vice Daniel Valadares. Uma disputa que, “agora”, está entre o vereador Vicentinho e o atual vice-prefeito. Antes o postulante era o presidente da Câmara de Vereadores, Rubinho do São João, que desistiu não só dessa postulação, mas também de disputar qualquer cargo eletivo em 2024. E as razões para tal só o próprio presidente é conhecedor.
Uma coisa intriga os bastidores da política afogadense. Porque tanta “azucrinação” dentro de uma frente que domina os destinos de Afogados da Ingazeira há décadas? Será de tanta relevância um mandato de vice-prefeito? Segundo o deputado estadual José Patriota, em entrevista na Rádio Pajeú FM, houve época em que ninguém aceitava esse cargo, tendo ele sido escolhido para ser candidato certa vez porque ninguém queria ser. Foi ele para um mar de piranhas, onde tinha um mandato de vereador, quase que consolidado, perdeu os dois cargos. Mas foi e enfrentou os vencedores à época.
Outra indagação que cai bem no momento é o porquê brigar dentro de uma frente vitoriosa? O vereador Vicentinho ajudou a eleger a chapa Alessandro/Daniel apostando que seriam os dois o bem para o município, e pelo que consta, acertou em cheio por ser esta chapa vencedora que vem desenvolvendo um bom trabalho em prol de Afogados da Ingazeira como um todo.
Não se pode dizer ou afirmar que Afogados da Ingazeira houve qualquer desentendimento entre o atual prefeito e seu vice, isso no quesito união, diferentemente de muitos municípios, vizinhos até, onde em pouco menos de um ano da atual legislatura houve rompimento entre o gestor municipal e seu vice.
Todo e qualquer cidadão tem o direito de postular qualquer cargo eletivo, desde que esteja em situação regular nas instâncias dos tribunais eleitorais, quer ele já estando na vida pública, com mandato, ou tenham passado por estes. Mas não se pode deixar de observar é que vejam também a realidade por qual passa as suas pretensões, se é por individualidade ou ocasionalidade de destruir o que iniciou por pura vaidade ou intentar subir um degrau pisando em que achar que “no grito” irá obter tal vantagem.
São dois cidadãos respeitáveis, tanto o atual vice-prefeito Daniel Valadares, quanto o vereador Vicentinho, são queridos, são amáveis com os que os procuram, procuram desempenhar seus mandatos respeitando o eleitor que os escolheram. Mas uma pergunta não nos deixam calar: “vale a pena destruir um time vencedor?”.
O condutor do processo sempre será o prefeito Alessandro Palmeira, e segundo ele não chegou ainda o momento para sequer avaliar o que vem ocorrendo através do extracampo…na mesma linha está o deputado José Patriota. Esse gente, não coloca o dedo em “faca afiada”, e para tanto está na posição que está, faz o equilíbrio no diálogo.
