29 de fevereiro de 2024 8:58

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Cruzeiro religioso de Quixaba ganha escadaria e praça. Um marco na gestão de Zé Pretinho

Com um investimento de R$ 700.000,00 (Setecentos mil reais), o prefeito José Pereira Nunes (Zé Pretinho), por meio da Secretaria Municipal de Obras, está trabalhando todos os dias para garantir mais desenvolvimento para o municipio de Quixaba, desta vez com a grandiosa obra de enriquecimento do turismo local com a geração de renda e perspectiva de geração de empregos com o turismo na Serra do Cruzeiro, onde está sendo construída a escadaria com um total de 550 degraus e uma praça com espaço de lazer esportivo e religioso.

A história do Cruzeiro se confunde com a realidade, não há um registro oficial do ano em que foi idealizado, mas se sabe que foi pelo morador  Geraldo Paiva, autor da primeira cruz no topo da serra de onde se tem uma deslumbrante visão da cidade de Quixaba que fica aos seus pés.

Pela pesquisa feita pelo Blog do Cauê Rodrigues, a idealização do Cruzeiro não acontecera ates da chegada do então Padre Frederico Bezerra Maciel, que chegou em Carnaíba no ano de 1945, a exatamente 78 anos, pois em seus relatos não há descrição da idealização do cruzeiro, que hoje, na administração do prefeito Zé Pretinho, ganha status de um dos mais amplos e bonitos da região, até mesmo ganhando do religioso espaço na cidade de Solidão, também no Vale do Pajeú com uma rica história que envolve a padroeira Nossa Senhora de Lourdes e o Cristo.

Em Quixaba, onde o Cruzeiro deverá também ganhar uma imagem religiosa que pode ser o do Cristo ou mesmo de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, a história com  a imagem coincide com uma das colocadas na então pequena igreja existente em Quixaba na década de 40, quando Padre Maciel chegou na Paroquia de Carnaíba, abrangendo Quixaba.

A excêntrica vila de Quixaba há 18 km a norte de Carnaíba, ainda pertencente a Flores, plantada no doce Vale úmido e fértil ao sopé da Serra do mesmo nome, tinha, épocas atrás, vastos plantios de cana, que alimentavam os rangentes moendas dos engenhos de fornalha viva, o mel cheiroso e em ponto grosso escorrendo dos tachos de ferro para o fabrico da rapadura e até de batidas temperadas com erva doce, de alfenins e de puxa puxa. Hoje, com o açúcar das usinas, a rapadura desaparecendo, os engenhos acabaram-se, e, no lugar dos partidos de cana, os milharais balançavam seus penachos.

Quando o padre Maciel chegou em Carnaíba em 1945, encontrou Quixaba uma vila próspera, com um artística e grandiosa capela gótica levantada em honra São Sebastião, cuja imagem foi doada por Antônio Pereira de Carvalho. Essa igreja ficava localizada onde hoje é a divisa das ruas Padre Maciel com a Praça Solidônio Pereira de Carvalho.

Foi então quando o padre Maciel completou logo a Alfaia da capela, abriu as oito janelas laterais para ventilação e construiu dois altares de alvenaria, de cada lado do arco-cruzeiro,  para Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e o Sagrado Coração de Jesus, cujas imagens conseguiu ele de pessoas amigas de fora de Quixaba, que fizeram as doações.

Fundou ainda o Apostolado da Oração com excelentes resultados para a criação de um clima espiritual e a afervoramento do povo; trouxe ele para Quixaba, o antigo sino maior da igreja de Carnaíba, que foi pendurado do lado de fora, no oitão, e protegido por uma pestana, enquanto, fosse erguida torre no centro da fachada, planta em estilo gótico e orçamento feito pelo referido padre. Sempre advertia ele, que o riacho de chuvas que corria ao lado da capela (hoje o córrego que desagua no beco do açougue), representava grande perigo, solapando os alicerceares. E foi o que aconteceu, pouco mais de 20 anos depois,  desabando parte da capela e obrigando a se construir outra em local melhor, fora da rua principal, que na verdade é a atual igreja que Quixaba tem hoje.

Para a Secretária Municipal de Cultura e Esportes de Quixaba, Cissa Cabral, que se orgulha da obra que está sendo executada pela prefeitura, são emoções inexplicáveis. Ela contou ao Blog que o cruzeiro já existe a muitas décadas atrás,  sempre como um  local religioso. “As pessoas iam lá pra acender velas, fazer suas preces e pagar promessas”, relembra ela.

E também o turismo lá de cima é linda a vista de Quixaba e ainda tem a pedra do Quixó com um formato incrível”, conclui Cissa que afirmou que a cruz se manterá a mesma que ja existe há décadas no local, um cuidado da gestão municipal par manter viva a história do cruzeiro.

Confira imagens:

 

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