Pelo menos é essa a reflexão da produtora cultural Renna Costa: nascida em Desterro (SC) mas residente em Buíque (PE), a multiartista vem produzindo material audiovisual e performances livres desde 2018, acumulando prêmios e aclamações mas ainda na luta por melhores cachês e mais apoio.
“Toda a minha produção é extremamente bem feita. As pessoas pensam que tenho uma equipe enorme por trás, mas às vezes sou apenas eu mesma”, relembra. O Sertão de Pernambuco vem sendo o principal palco de Renna: na jornada de criação e produção, para além de participações em audiovisuais, performances e shows, ela ainda acumula a pós produção de seu curta metragem “Território em Trânsito”, projeto iniciado em 2018 com o auxílio do Funcultura mas que, infelizmente, precisa de ajuda financeira para sua finalização.
“A perspectiva de contar com a ajuda de editais públicos é sempre incrível, mas nem sempre as coisas saem como planejado, como no caso do curta. Por isso criamos uma vaquinha virtual, porque os apoios são poucos e é preciso finalizar o curta com qualidade e acessibilidade”, descreve a artista, que é diretora e roteirista do projeto. Link da vaquinha: https://www.vakinha.com.br/4001872 “Todos podem ajudar com o que for possível.
O que a gente gostaria mesmo era de criar uma corrente de solidariedade com quem é simpatizante da resistência que é fazer arte no Sertão ou quem é da comunidade LGBTQIAP+ e gostaria de participar do projeto de alguma maneira”, reflete Renna. Como contrapartida, os participantes da vaquinha terão acesso ao filme em primeira mão. “Foi a melhor forma que achei de agradecer”, descreve. MÚLTIPLA E DISPONÍVEL A arte de Renna Costa é múltipla e parte dela está acessível para apreciação na web.
“Acho que é importante a democratização de nossas performances, até para que se tornem referência e inspirem outros artistes”, reflete a multiartista. “BALDÍA”, de 2018, foi eleito Melhor Filme e Melhor Atriz da Mostra Agreste pela atuação e direção no curta-metragem https://www.youtube.com/watch?v=nt4RWmHjOnQ&t=149s “Lamento de Força Travesti”, circulou por mais de 40 mostras e festivais pelo Brasil e na Europa, acumulando 8 prêmios como incluindo Melhor Videoclipe Nacional no FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (GO), Melhor Roteiro no 8o Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e Gênero (PE) e Melhor Direção de Arte no 13º Festival de Cinema de Triunfo (PE).

