Nem tudo são flores em Flores, no Sertão do Pajeú. As rusgas e provocações entre oposicionistas e vereadores da base aliada do prefeito Marconi Martins Santana (PSB), na Câmara Municipal, sempre tomam proporções que acabam prejudicando a população.
A última foi a rejeição, por parte dos vereadores da situação, do projeto de revitalização do curral do município, onde antes acontecia a tradicional feira de gado. Com a falta de estrutura do local, os feirantes têm realizado as vendas em pleno Centro da cidade. Ocorre que a opção atual também não é boa para quem vive da feira de gado, uma vez que não há segurança para os usuários e nem para os animais, que são mantidos em condições insalubres e de maus-tratos, sem água, alimentos e expostos ao sol, em cima de caminhões, em total desacordo com as normas sanitárias e de bem-estar animal.
O vereador oposicionista Pablo Andrada (MDB), que fez a indicação, viu esta ser rejeitada por 6 votos a 4. Lá, a prática é o ‘toma-lá-dá-cá’: “A base nem lê o teor dos projetos, indicações e requerimentos da oposição. É rejeição e ponto”, sustentou o parlamentar. Infelizmente, essa é uma prática comum vista por diversas câmaras de vereadores pelo Interior, onde os vereadores se comportam mais como assessores do prefeito que representantes do povo.
Nas redes sociais, o povo se movimenta. Diante de vários relatos, fotos e vídeos, as pessoas reclamam da falta de um local adequado e “caem matando” na decisão dos vereadores, que, junto da prefeitura e dos órgãos responsáveis, terão que dar um jeito de resolver a quizila.
