Nesta quinta feira 17 de Março de 2022, a Banda Filarmônica Santo Antônio, hoje regida pelo Maestro Toinho Gitirana, completa 105 anos de existência na cidade de Carnaíba, no sertão do estado de Pernambuco.
É uma das bandas filarmônicas mais antigas do estado de Pernambuco, por onde passou grandes músicos Carnaibanos. Foi já através da Banda Filarmônica Santo Antônio que a cidade de Carnaíba passou a ser conhecida nacionalmente como a terra da musica.
Para comemorar o aniversário da tradicional Banda, foi feito uma programação especial para este sábado, dia 19, quando a A BANDA FILARMÔNICA SANTO ANTÔNIO da cidade de Carnaíba, completa oficialmente, 105 anos de existência, e convida a população de Carnaíba para a seguinte programação desse dia:
7:30 horas: Desfile por algumas ruas da cidade
8:00 horas: Santa Missa com o Celebrante Pe. Miguel
9:00 horas: Continuação do Desfile pelas ruas da cidade
Fundada em 1917 a Banda vem durante todo esse tempo, trazendo alegrias e encantamentos aos moradores da pequena cidade do interior que dista 450 quilômetros da Capital Pernambucana.
Por ela já passou uma diversidade de grandes músicos. Maior parte da população de Carnaíba é, foi ou teve familiares que mantém e mantiveram o privilégio de fazer parte da pequena, mas forte e guerreira Banda.
Foram e continuam sendo grandes os desafios, mas a Banda se mantém viva, desafiadora, ousada e linda, porque lindo é o que dela brota.
A Banda Filarmônica Santo Antônio, oficialmente considerada Patrimônio Histórico da cidade de Carnaíba, encontra-se com sua sede situada na Rua Saturnino Bezerra, Centro da cidade.
Em 2015, o Blogueiro Cauê Rodrigues publicou neste Blog uma homengam à banda sobre sua fundação, reproduzida agora em 2022 para conhecimento da história da Santo Antônio e como tudo começou.
A PRIMEIRA BANDA
Começou no carnaval de 1917, organizada por Zé Queiroz, com pequena porção de músicos principiantes que ele vinha preparando, até chegar no fim do ano com a banda completa em número e bem satisfatória na execução.
Argumentando, com razão que não ganhava nada, deixou a banda em outubro de 1919, sendo logo substituído pelo mestre Valdevino de Afogados da Ingazeira que em 19 de março de 1920, festa de São José, os músicos lordemente uniformizados, realizava o primeiro conserto de músicas sacras, bastante aplaudido.
Valdevino ensinava aos seus alunos a arte de solfejar, mas somente àqueles de vocação musical iniciava nos instrumentos.
Ainda em 1920 deixa Carnaíba e a banda desativou-se, não completamente porque continuava capengando, quando aparecia um maestro era ativada. A banda nunca se extinguiu, porque em Carnaíba sempre houve floração de músicos para um improviso qualquer.
É quando, resolveu Zé Martins conservar Zé Queiroz que havia reassumido a banda, fundar a “SOCIEDADE PHILARMÔNICA SANTO ANTÔNIO”, com a composição de sócios e os músicos componentes: Israel Gomes ( bombardino), Zé Jacó (trompa), Dario Gomes (clarinete), Zuca Vasco (hélicon), Manoel Gustavo (barítono), Zé Pretinho (clarinete), Francisco Bezerra (trombone), Zé Vicente (bombo), Antônio Escrivão (saxofone), Otávio Vasco (clarinete),
Zé Tenório (barítono), Osias Vasco (clarinete), os irmãos João (piston), José (trombone), Josafá (piston).
Veio de Nova Olinda – Paraíba, o maestro Dioclécio Mariano que substituiu Zé Queiroz, com apelido de mestre Dió. Este maestro tocava marca e piston. No meio de seus alunos, o talentoso Israel Gomes muito interessado no aperfeiçoamento de seus conhecimentos na arte musical.
Zé Martins, fundador da Sociedade Philarmônica Santo Antônio afasta-se da mesma e a prefeitura de Flores que vinha ajudando com minguada-verba também, deixa de cooperar.
Durante 30 anos ficou a banda caindo e levantando, os mestres continuando a vir todos de fora até chegar a vez dos abnegados filhos da terra.
Em ordem cronológica os maestros que prestaram seus serviços para a banda não acabar foram:
1º Zé Queiroz
2º Valdevino
3º Zé Queiroz
4º Dió
5º Osael Soares (clarinete e contra-baixo)
6º Zé Duro (soprano)
7º Zé Mica (de Triunfo, míope e tocava clarinete)
8º Bia (Severino Távora de Recife, tocava trombone e considerado o melhor bombardino do Brasil na época, regeu a banda de 1936 a 1937).
9º Valfredo (chegou na véspera do natal de 1938 e tocava piston)
10º Artur Reis (trombone)
11º João Barbosa (1940)
12º Israel Gomes (clarinete e sax alto em 1940)
13º Cícero (sax, tenor e contra-baixo)
14º Petronilo Malaquias (contra-baixo)
15º Bia (voltou em 1950 e ficou com Petronilo no jogo de revezamentos até 1977)
16º Toinho Barbosa
17º José Gilson Malaquias (saxofone)
18º Antônio de Pádua Lima (Antônio Gitirana – clarinete).
