Uma partida de handebol válida pela fase regional dos Jogos Escolares, realizada na manhã deste domingo (31), em Afogados da Ingazeira, terminou envolvida em polêmica após denúncias de uma mãe de atleta da Escola Arnaldo Alves, de Tabira, que questionou a atuação da arbitragem durante o confronto contra o Colégio Dom Mota, de Afogados da Ingazeira.
A mãe, que também é educadora, procurou o Blog do Cauê Rodrigues para relatar sua indignação com o que classificou como uma arbitragem parcial durante a partida. Segundo ela, as duas equipes apresentaram um bom nível técnico e fizeram um grande jogo, mas a condução do confronto pelos árbitros teria comprometido o equilíbrio da disputa.
De acordo com seu relato, o filho, um estudante de 14 anos que integra a equipe tabirense, teria sido alvo de faltas e jogadas mais duras ao longo da partida. A mãe enviou fotografias mostrando hematomas e marcas pelo corpo do adolescente, alegando que as agressões físicas não teriam sido devidamente observadas ou punidas pela arbitragem.
Ela afirma ainda que a situação provocou revolta não apenas nos atletas da Escola Arnaldo Alves, mas também em familiares, torcedores e integrantes da delegação de Tabira que acompanhavam a competição.
“Eu fiquei horrorizada. Um negócio desse não pode acontecer não, privilegiando uma escola porque é uma escola particular, porque é de lá [de Afogados]. Isso não existe não, é regional! A Gerência Regional tem que tomar um posicionamento, isso é feio! Quem estava lá viu que foi surreal! Eles fizeram uma verdadeira palhaçada, foi surreal”, desabafou a mãe ao Blog do Cauê Rodrigues.
A educadora também defendeu que a Gerência Regional de Educação do Pajeú (GRE-Pajeú) avalie os fatos relatados e adote medidas para garantir maior imparcialidade nas próximas edições dos Jogos Escolares.
Após o episódio, ela utilizou as redes sociais para divulgar uma nota de repúdio, na qual critica a atuação da equipe de arbitragem. O documento afirma que estudantes da Escola Arnaldo Alves teriam sido prejudicados durante a partida, cita expulsões consideradas injustificadas e pede uma apuração dos fatos por parte da organização dos Jogos Regionais.
Na nota, os autores destacam que o questionamento não é direcionado aos atletas ou à instituição adversária, mas exclusivamente à condução da arbitragem, defendendo que o esporte escolar deve ser pautado pelo respeito, pela igualdade de condições e pela formação cidadã dos estudantes.
NOTA DE REPÚDIO
Nós, membros da comunidade que acompanhamos a partida entre as escolas Arnaldo Alves e Dom Motta, durante os Jogos Regionais de Afogados da Ingazeira, viemos a público manifestar nosso profundo repúdio à atuação da equipe de arbitragem responsável pela condução da partida.
Presenciamos, com indignação, uma arbitragem marcada pela falta de critério, técnica e imparcialidade, comprometendo não apenas a lisura da competição, mas também a integridade física dos estudantes em quadra.
Durante o jogo, atletas da Escola Arnaldo Alves foram expulsos sem explicações claras e sofreram faltas duras que resultaram em lesões e escoriações visíveis, como demonstram as imagens registradas após a partida. Mesmo diante da gravidade dos lances, não houve punição equivalente quando situações semelhantes envolveram a equipe adversária.
Não se trata de rivalidade ou torcida. Trata-se de justiça, respeito e responsabilidade com jovens atletas que participam de um evento esportivo escolar. O esporte deve ensinar disciplina, igualdade e espírito coletivo — nunca favorecer preferências pessoais ou decisões arbitrárias.
É inadmissível que estudantes deixem uma competição machucados, revoltados e desacreditados daquilo que deveria representar união, formação e respeito.
Diante disso, solicitamos à comissão organizadora dos Jogos Regionais de Afogados da Ingazeira que apure os fatos ocorridos, reveja urgentemente a postura da arbitragem e assegure que as próximas partidas sejam conduzidas com imparcialidade, profissionalismo e respeito aos atletas.
Nosso respeito permanece com todos os estudantes e equipes envolvidas. O questionamento apresentado nesta nota é direcionado exclusivamente à atuação da arbitragem.
Por mais respeito, justiça e segurança no esporte escolar.
Até o momento, não houve manifestação pública da organização dos Jogos Escolares Regionais, da equipe de arbitragem ou da GRE-Pajeú sobre as denúncias apresentadas pela mãe do atleta.
O espaço permanece aberto para que a organização da competição, a arbitragem e demais envolvidos possam apresentar seus esclarecimentos sobre o caso.
