Matéria publica no UOL neste domingo (14), mostra que parte oeste da caatinga, na fronteira com o cerrado, está sofrendo com um acelerado desmatamento. Como consequência, o semiárido perde parte do seu bioma e fica ainda mais quente. As conclusões fazem parte de um estudo do MapBiomas, que desenvolveu mapas de médias de temperaturas entre 1985 e 2021 na região.
Por que isso ocorre
A parte oeste da caatinga tem sido buscada pela agropecuária como zona de expansão do Matopiba (área do cerrado dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Esse tipo de vegetação adaptada ao clima seco sofre os impactos de queimadas e degradação na região de transição para o cerrado.
Não é só o agro. Há também usinas e pecuária. O desmatamento ocorre com a instalação de usinas de energia solar ou eólica e as cada vez mais frequentes grandes plantações e criação de gado na caatinga.
Os estados mais afetados pelo aumento de temperatura são Bahia e Piauí, que têm a maior fronteira com o cerrado.
Essa área tem passado por processos mais intensos de queimada, segundo pesquisadores. O fogo é justamente parte do processo de desmatamento para a preparação de terrenos para outros usos.
