Brasília (DF) é, mais uma vez, palco do encontro promovido pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP). O evento está em sua 84ª edição e, como sempre, serve para ampliar o debate acerca dos desafios da administração pública dos pequenos, médios e grandes centros urbanos do país.
Mais de 100 chefes de executivo marcaram presença na capital federal, incluindo o prefeito de Petrolina, Simão Durando, entre outros gestores do Sertão. A reunião, que começou ontem (13) e se encerra nesta terça (14), contou com a presença, na abertura, do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, além de diversos ministros.
Os tempos são outros, mas o problemas não. O velho reclame dos prefeitos para que o governo federal possa ‘dar uma mão’ continua. Cidades como Petrolina, que conseguem arregimentar receita consistente, conseguem passar menos perrengue. Mesmo assim, ainda passa. Que dirá, então, de prefeituras que dependem quase exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios (FNP) para tocar a governabilidade?
O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alega ter encontrado um país sem orçamento. No entanto, já adiantou que “não adianta ficar chorando a falta de dinheiro”. Pois bem.
Já que não adianta, o negócio então é muito diálogo porque, no pós-pandemia, o que vai mais ter é choro de prefeito. Lula sabe disso e precisa, mais do que nunca, equacionar a retomada do crescimento do país e o socorro a quem está precisando para conseguir governar. Afinal, 2024 é também ano de eleições municipais. E os gestores de hoje – ou boa parte deles – que tentará a reeleição precisa chegar até lá com o menor dos degastes.
