O Globo
Candidato à reeleição, João Campos (PSB), viu seu patrimônio mais que octuplicar desde que assumiu a Prefeitura de Recife, há quatro anos. Em 2020, quando concorria ao Executivo pela primeira vez, disse à Justiça Eleitoral que havia R$ 242,7 mil em bens, que hoje valeriam R$ 316,4 mil.
A listagem, contudo, não se restringiu a apenas a inflação do período e João Campos declarou ter, neste pleito, R$ 2,69 milhões de patrimônio — 8,5 vezes a mais que em 2020.
A maior parte do dinheiro está em aplicações (R$ 2,5 milhões), mas João também diz ter um imóvel de R$ 40,7 mil e um percentual de empresas de R$ 100 mil.
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Há quatro anos, o prefeito também declarou este mesmo imóvel de R$ 40,7 mil, mas na época não tinha aplicações. Ele dizia ter R$ 15 mil de dinheiro em espécie e um carro que, à época, valia R$ 32,7 mil.
Já o seu vice na chapa, o seu antigo chefe de gabinete Victor Marques (PcdoB) nunca disputou um cargo eletivo antes. Marques disse ter pouco mais de R$ 500 mil em bens, sendo a maior parte 50% de um apartamento.
Além do prefeito, outros quatro candidatos já estão registrados na Justiça Eleitoral. O nome indicado pela governadora Raquel Lyra (PSDB) teve um aumento de pouco mais de R$ 60 mil desde 2022, quando tentou se reeleger deputado federal. O ex-secretário de Turismo Daniel Coelho (PSD) afirma ter R$ 962, 8 mil em bens que vão de aplicações, bitcoins a um apartamento.
Já a deputada estadual Dani Portela (PSol) não declarou qualquer bem. O Globo procurou a assessoria de João Campos e a reportagem será atualizada em caso de posicionamento.
