Coluna da Folha
A União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) vive um processo sucessório turbulento. Quem está na berlinda é o atual presidente, vereador Léo do Ar.
Léo está sendo acusado de tentar fraudar o pleito, impedindo seus opositores de participar da eleição. O vereador de Serra Talhada, José Raimundo, acompanhado dos vereadores Welber Santana (Carnaubeira da Penha) e Dedé de França (presidente da Câmara de Petrolândia), já adiantou que o grupo de oposição deverá judicializar a escolha do novo presidente da UVP.
“A gente se surpreendeu com essa manobra”, contaram, referindo-se ao edital lançado por Léo.
Os vereadores reforçam que o final de mandato do presidente, à frente da UVP, tem sido marcado pelo enfraquecimento da entidade e por suspeitas envolvendo sua gestão. Assustado com a possibilidade de perder o domínio da entidade, que já dura vários mandatos, o grupo comandado por Léo e pelo ex-presidente teria tomado medidas para tentar concorrer em chapa única.
A primeira delas foi a criação de um site falso, onde foi publicado o edital de convocação do processo eleitoral, numa tentativa de esconder a documentação dos demais candidatos. O site oficial da UVP é o www.uvp.com.br, cujo domínio está em nome da entidade, porém o edital do processo eleitoral foi publicado no site www.uvpernambuco.com.br, que pertence a uma pessoa física que não exerce nenhum cargo na UVP.
Outra suposta prova da tentativa de fraude é que o informativo sobre a realização das eleições postado no site tem data de 17 de fevereiro de 2023, mas uma investigação revelou que o site só foi criado no dia 27 do mesmo mês e ano.
Vários outros pontos estão sendo investigados, como a data do prazo final para registro de chapas, em um sábado, para dificultar a produção de documentos dos membros das chapas adversárias, e a marcação da data da eleição para o dia 3 de abril, em um formato completamente diferente do habitual, já que as eleições sempre acontecem durante a realização de um congresso para que todos os vereadores possam participar.
