A deputada federal Marília Arraes bem que tentou. Saiu do PT chutando a porta, mobilizou a imprensa do país todo e conversou com toda a classe política. Mas a verdade é que a pré-candidata ao governo pelo Solidariedade foi uma das mais derrotadas nesse processo. Ela foi de praticamente eleita para o Senado ao risco grande de ficar sem mandato em 2023.
E o pior: sem o apoio de Lula. Depois de mais de um ano sem aceitar conversar com ela, o ex-presidente recebeu Marília de cara fechada em uma reunião tensa onde disse à parlamentar que não vai apoiá-la para governadora quando o PT ofereceu a ela a vaga ao Senado pela Frente Popular. Marília saiu da reunião apenas com uma foto.
Quando trocou o PT pelo Solidariedade, Marília achou que seu movimento funcionaria como um imã, atraindo todos os insatisfeitos para seu palanque. Errou feio. Com exceção de algumas forças políticas regionais, que até garantiram ao SD chapas proporcionais, a pré-candidata não conseguiu ninguém de renome estadual para dar lastro ao seu projeto.
Só com um partido que tem apenas poucos segundos de tempo na propaganda de TV, e sem apoios políticos de peso, Marília corre o risco de ficar pelo meio do caminho na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas, nem chegando ao segundo turno.
Por Silvinho Silva
