Carnaíba tem o pão mais caro do Pajeú

O moradores da cidade de Carnaíba, no Vale do Pajeú, em Pernambuco, amanheceram o dia com uma enorme surpresa na economia. O valor do pãozinho francês chegou ao preço de R$ 0,70 (setenta centavos), o preço mais caro da região.
Em outras cidades os preços variam, em Tabira ainda  se encontra o valor de três unidades por R$ 1,00, sendo 0,33 cada. Ainda em Tabira variam os preços de R$ 0,40 centavos no Bairro João Cordeiro e R$ 0,50 centavos no centro da cidade.

O Blog do Cauê Rodrigues apurou os preços em outras localidades do Pajeú, no Distrito de Sitio dos Nunes, em Flores, o consumidor ainda paga três unidades por R$ 1,00. Na cidade de Flores encontra o pãozinho ainda por R$ 0,50 centavos, mas em uma padaria o cliente ainda encontra cinco unidades por R$ 2,00 (0,40 centavos cada).

Em Quixaba o valor ainda é de R$ 0,50 centavos e em Afogados da Ingazeira os preços também variam entre 0,50 (cinquenta centavos) e 0,65 (sessenta e cinco centavos).

Não é só o petróleo que está subindo com a invasão da Ucrânia pela Rússia . O conflito também jogou as cotações do trigo para cima no mercado internacional na ultima quinta-feira, o que afeta o preço do pãozinho, das massas e biscoitos que chegam à mesa dos brasileiros.

Rússia e Ucrânia são responsáveis por 28% do comércio global de trigo. O risco é de diminuição global da oferta desse grão. O Brasil importa cerca de 6 a 7 milhões de toneladas de trigo por ano, o que corresponde a 50% do consumo.

A Rússia ocupa a liderança mundial na exportação de trigo, e a Ucrânia está em quarto lugar. “O Brasil importa trigo majoritariamente da Argentina. Mas os estoques mundiais do produto já diminuíram em 11 milhões de toneladas entre 2021 e 2022 (de 289 milhões de toneladas para 278 milhões) por conta de problemas climáticos nos EUA”, analisa Guilherme Bellotti, gerente da consultoria de agronegócio do Itaú BBA.

“Com um conflito militar na Europa, teremos uma interrupção na cadeia logística, que vai afetar o mercado global, impactando o Brasil”, continua.

Um quadro de “aperto” global entre oferta e consumo de trigo pode gerar uma corrida para aumentar estoques. O preço do trigo na Bolsa de Chicago já vinha sendo cotado em patamares não vistos desde 2012.

No final de semana, os contratos para venda em maio subiram 5,7%, para US$ 9,3475 o bushel (o equivalente a 27,1 quilos). Milho e soja também registram altas superiores a 5%.

Impacto também sobre o milho

Nesse contexto, as margens da indústria devem se reduzir já que os preços da farinha não conseguem acompanhar o ritmo de alta da cotação do trigo.

Enquanto a cotação do cereal em janeiro deste ano subiu 84,6% frente ao mesmo mês do ano passado, o preço da farinha de trigo no Brasil, no mesmo mês, foi corrigido em 59%. “Os moinhos estão com dificuldade de repassar preços ao consumidor final”, diz Bellotti.