Popularização dos chamados “vapes” cresce entre jovens e acende alerta sobre riscos à saúde e facilidade de acesso ao produto proibido no Brasil
O uso de cigarros eletrônicos, conhecidos popularmente como vapes ou pods, tem se tornado uma preocupação crescente em Carnaíba, no Sertão de Pernambuco. Cada vez mais adolescentes e jovens são vistos utilizando os dispositivos em festas, praças, bares, ruas, escolas e outros espaços públicos, muitas vezes longe dos olhos dos pais e responsáveis.
Embora a comercialização, importação e propaganda desses produtos sejam proibidas no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o acesso ao dispositivo continua acontecendo de forma facilitada, principalmente por meio da internet, redes sociais e do comércio clandestino.
O cenário tem chamado a atenção de moradores, educadores e profissionais da saúde, que demonstram preocupação com o número cada vez maior de adolescentes utilizando os aparelhos como se fossem um simples acessório de lazer.
Em Carnaíba, não é difícil encontrar grupos de jovens utilizando vapes durante eventos festivos, em encontros nas praças ou até mesmo próximos a escolas. Muitos adolescentes acreditam que o cigarro eletrônico é menos prejudicial do que o cigarro convencional, uma ideia que especialistas classificam como perigosa.
Os aparelhos possuem diferentes sabores, aromas e um design moderno que atrai principalmente o público mais jovem. A aparência discreta permite que muitos usuários escondam o hábito da família por longos períodos.
Segundo especialistas, muitos pais sequer imaginam que seus filhos fazem uso do dispositivo, já que o vapor produzido desaparece rapidamente e, em muitos casos, não deixa o cheiro forte característico do cigarro tradicional.
Riscos para a saúde
Médicos alertam que o vape pode conter altas concentrações de nicotina, substância responsável pela dependência química. Alguns dispositivos chegam a possuir quantidade equivalente a dezenas de cigarros convencionais.
Além da nicotina, os cigarros eletrônicos podem conter outras substâncias químicas capazes de provocar:
- dependência precoce;
- lesões pulmonares;
- problemas respiratórios;
- alterações cardiovasculares;
- irritação das vias aéreas;
- prejuízos ao desenvolvimento cerebral de adolescentes.
O uso frequente também pode aumentar a probabilidade de migração para o cigarro convencional e outras formas de consumo de nicotina.
Especialistas defendem que o enfrentamento ao problema depende da participação conjunta das famílias, escolas e do poder público. O diálogo entre pais e filhos é apontado como uma das principais ferramentas de prevenção.
Apesar da proibição da venda no país, o comércio ilegal dos dispositivos continua sendo um desafio para as autoridades. A fiscalização e o combate à comercialização irregular são considerados fundamentais para reduzir o acesso dos adolescentes aos produtos.
Enquanto isso, cresce a preocupação da população diante da rápida expansão do uso dos vapes entre jovens em Carnaíba. O fenômeno, observado com frequência em festas, praças, bares e até nas proximidades de escolas, serve como um alerta para pais, educadores e toda a sociedade.
Mais do que uma moda passageira, o cigarro eletrônico representa um risco à saúde pública e exige informação, prevenção e ações efetivas para proteger crianças e adolescentes dos efeitos da dependência da nicotina e das demais substâncias presentes nesses dispositivos. Outra situação que chama a tenção é o valor absurdo do produto que variam de R$ 80,00 a R$ 200,00 dependendo da marca.

