Mais de um mês após polêmica nos Jogos Escolares, GRE-Pajeú ainda não se pronunciou sobre denúncias contra arbitragem em Afogados da Ingazeira

Passados mais de 30 dias desde a realização da fase regional dos Jogos Escolares de Pernambuco, sediada em Afogados da Ingazeira, a ausência de um posicionamento oficial da Gerência Regional de Educação do Pajeú continua gerando questionamentos entre atletas, familiares, educadores e imprensa da região.

O caso ocorreu durante uma partida de handebol válida pela etapa regional da 49ª edição dos Jogos Escolares, realizada no Ginásio de Esportes de Afogados da Ingazeira, no final do mês de maio. O confronto entre a Escola Arnaldo Alves, de Tabira, e o Colégio Dom Mota, de Afogados da Ingazeira, terminou envolvido em polêmica após denúncias de suposta parcialidade na arbitragem.

Na época, uma mãe de atleta da equipe tabirense procurou o Blog do Cauê Rodrigues para relatar sua indignação com a condução da partida. Segundo ela, embora as duas equipes tenham apresentado um elevado nível técnico, a atuação dos árbitros teria comprometido o equilíbrio do jogo.

A denunciante, que também é educadora, afirmou que seu filho, um estudante de 14 anos integrante da equipe da Escola Arnaldo Alves, teria sofrido diversas faltas e jogadas consideradas excessivamente duras ao longo da disputa. Fotografias encaminhadas ao blog mostrariam hematomas e marcas pelo corpo do adolescente, supostamente decorrentes de lances que, segundo a família, não teriam sido devidamente observados ou punidos pela arbitragem.

Ainda conforme o relato, a situação provocou revolta entre atletas, familiares, torcedores e membros da delegação de Tabira presentes no ginásio.

Eu fiquei horrorizada. Um negócio desse não pode acontecer não, privilegiando uma escola porque é uma escola particular, porque é de lá [de Afogados]. Isso não existe não, é regional! A Gerência Regional tem que tomar um posicionamento, isso é feio! Quem estava lá viu que foi surreal! Eles fizeram uma verdadeira palhaçada, foi surreal”, desabafou a mãe ao Blog do Cauê Rodrigues.

Após o episódio, a educadora divulgou nas redes sociais uma nota de repúdio criticando a atuação da equipe de arbitragem. O documento sustenta que estudantes da Escola Arnaldo Alves teriam sido prejudicados durante a partida, menciona expulsões consideradas injustificadas e solicita uma apuração rigorosa dos fatos por parte da organização dos Jogos Regionais.

O que chama atenção é que, transcorrido mais de um mês desde a ocorrência, a GRE-Pajeú ainda não tornou público qualquer posicionamento oficial sobre as denúncias apresentadas. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual abertura de procedimento administrativo, análise das súmulas da partida ou providências relacionadas à atuação da arbitragem.

A ausência de esclarecimentos tem ampliado o sentimento de insatisfação entre familiares e representantes escolares, que defendem maior transparência e imparcialidade na condução das competições estudantis.

Os Jogos Escolares representam um dos principais eventos esportivos educacionais do Estado, reunindo centenas de estudantes-atletas e promovendo valores como respeito, disciplina, inclusão e espírito esportivo. Diante disso, participantes defendem que situações envolvendo questionamentos sobre arbitragem sejam devidamente analisadas pelos órgãos responsáveis, garantindo credibilidade e isonomia às competições.

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